“Arranjei novo emprego.” Agora sou Moderador no SubMundos.
Foi com muito agrado que encontrei este fantástico texto na net. E foi com agrado porque? Porque fiquei a perceber que não sou o único a pensar desta maneira que muitos dizem ser indecente, mas a realidade é esta mesmo. A jovem que alegadamente teve comportamentos incenssatos com um professor, uma pessoa que dizem de autoridade, que é, não posso dizer que não, um professor é uma pessoa que deve ter todo o respeito dos seus alunos, porque caso não o tenha é um mau professor e um mau educador do futuro. Contúdo é necessário que esse mesmo “maestro do saber” saiba merecer a educação dos seus “púpilos”. Esta foi das coisas mais interessantes que li nestes últimos tempos.
“Esta história da miúda e do telemóvel já mete nojo. Como habitual, mas não menos insuportável, os media exploram para lá da exaustão as peripécias, as imagens, as declarações, os mais dispares e tanta vez disparatados comentários sobre o assunto e aliás muita coisa que nada tem a ver com o assunto.
Põem-se em fila os habituais especialistas de coisa nenhuma, a gente dos partidos faz proclamações e as muitas associações, sindicatos e aparelhos da sociedade civil e militar emitem comunicados oportunistas. Até eu que devia ter mais juízo me disponho a colaborar na confusão instalada. Faço-o, no entanto, porque me indigna ver tanto moralista à solta culpabilizar e criminalizar a gente jovem, tratando-os genericamente como malfeitores e acusando-os de ser o mal da nossa escola e já agora da sociedade e quase sempre fazendo-o com o inevitável considerando “no meu tempo é que era bom”, havia ordem, reguadas e, se preciso, bofetadas e murros. Isso sim, era disciplina e educação.
Como diz um amigo meu, é preciso nunca esquecer que a maioria dos nossos democratas andou na escola do fascismo. Isso deixa marcas que emergem nestes tiques de autoritarismo, na vontade de tudo criminalizar, no recurso à invariável pseudo-solução da repressão. Para muitos, um polícia em cada sala de aula resolveria o problema. Já agora, em cada rua, em cada lar e por aí fora.
Contudo a coisa vai mais fundo. Este episódio, trivial em si mesmo e que deveria ter sido resolvido no contexto próprio, revela um evidente desfasamento entre aquilo que são alguns modelos e rotinas do passado e a realidade do presente. O Mundo mudou mais depressa do que a capacidade de adaptação de muita gente, em particular dos mais velhos. Daí que enquanto que estes imaginam ser possível agir com a cabeça no passado, enquanto que passeiam o corpo pelo presente, coisa que obviamente faz tropeçar, os mais novos vivem já totalmente mergulhados no século XXI. Uma das coisas que mais distingue estas duas posturas é precisamente a questão da liberdade.
Desde logo é preciso reconhecer que a adolescência deixou de ser um tempo de passagem, para se tornar numa condição social em si mesmo. A crescente autonomia individual, que agora começa logo na infância, levou ao aparecimento de novos actores sociais, arrastando consigo culturas e até economias próprias. Algumas delas hoje dominantes, como sejam as da música e outras artes, da diversão e em geral da cultura urbana. Coisa que os vendedores de produtos e sonhos portáteis sabem muito bem. Nesse sentido, não se pode continuar a tratar um adolescente como um atrasado mental que só serve para impingir “gadgets”, mas não serve para ter uma vivência autónoma, com tudo o que isso implica em capacidade de decisão e expectativas originais. Há portanto desde logo um desfasamento entre as gerações da obediência e as da afirmação individual.
Por outro lado, a relação com o Mundo também se alterou radicalmente. Os mais velhos habituaram-se a viver na geografia e no espaço físico, enquanto que estes miúdos vivem num território muito mais vasto, sem fronteiras e realmente global. Pretender, por exemplo, isolar totalmente uma sala de aula do resto do universo não é só um erro, mas uma impossibilidade prática, como aliás se demonstrou com a circulação do malfadado vídeo na Internet, feito também ele com outro banal telemóvel. Ora esse facto que escandaliza tanta gente apressada revela uma capacidade de iniciativa e um estar no Mundo que só se pode apoiar e estimular. Caberia à escola saber aproveitar essa energia criativa e ver muito para lá da cena da parvoíce da colega desnorteada.
Por fim a questão da indisciplina. Muita desta gente que exige castigos exemplares fez provavelmente coisas bem piores na sua juventude. A indisciplina é uma condição natural do adolescente. É a sua afirmação num Mundo de adultos. Quem tem um filho que não faz uma asneira de vez em quando é melhor levá-lo ao médico.
Pretender por isso, como fez entre outros o arcaico procurador, criminalizar um bastante irrelevante e comum acto de indisciplina é defender a regressão social. Verdadeiros crimes são a agressão violenta, o roubo, a violação. Devem ser combatidos e punidos. Mas não acontecem certamente quando uma miúda entra em pânico pela apreensão do seu telemóvel e num ataque de histeria se envolve num corpo a corpo ridículo e indecoroso para ambas as contendentes.
Estes miúdos não são mais mal comportados do que nós o fomos no nosso tempo. Não são criminosos em potência como agora se pretende com uma extrema leviandade. Têm, e ainda bem, outras referências, outros interesses, outras ambições. Vivem num planeta diferente. Já agora, um planeta na maioria dos aspectos bem melhor do que o das nossas adolescências. Por isso e como diziam os Pink Floyd: “deixem os miúdos em paz”.”
A pessoa que escreveu esta fabulosa crítica a sociedade envolvida “nisto” está sem sombra de dúvida, de parabéns da minha parte. Leonel Moura é o Autor desta crítica.
in Jornal de Negócios
Olá novamente.
Depois de ter tirado um pouco mais de uma semanita de férias volto a dar porrada no meu teclado, para aqui escrever algumas coisitas.
Aqui fica uma foto de um dos sitius por onde passei:

(Photo captada por Nuno Coutinho)
Uma coisa que tenho a dizer sobre itália é que, não gostei, sinceramente. Aquilo parecia marrocos, mas dentro das muralhas da torre de pisa é muito lindo.
Mais tarde meto fotos desta tour.
Não se porquê! Os Portugueses estão sempre a queixar-se, devido ao aumento do preço dos combustiveis. Isto vai um pouco contra o que se houve dizer habitualmente. Segundo um estudo feito pela União Europeia, os Portugueses são dos que mais dão uso ao carro. Já agora Portugal representa o 27 pais da UE no que diz respeito a emissões de gases poluentes.
Portugal encontra-se no 3º lugar, no que consta o pior uso da bicicleta, fazendo apenas 29 quilómetros por pessoa por ano. Isto tudo somado parece que se pode avaliar que as “coisas” não estão tão más quanto de julga.
E porque não útilizar os meios de trasporte públicos? é uma boa opção, além de não se estar stressado em filas infinitas, poupa-se algum dinheiro e principalmente não se polui.
- Saber mais: Poluição (efeito de estufa)
Agora que andava todo entusiasmado para ter um blog pessoal, não sei o que devo escrever. É um bocadinho parvo não é? Digamos que é vá um bocadinho. Andei três dias a “magicar” o que devia escrever e dedicar ao meu novo blog. Pois achei certo por bem, desistir e não aparecer cá uns dias. Pensei o que devia escrever, pensei em colocar uma nova foto, enfim uma série de coisas infinitas que me vieram a cabeça. Até voltas pela praia fui dar em busca de um tema para aqui espetar. E acreditam que mesmo assim fiquei a “Zeros”?
P.S:. Acabei de fazer um Post, em que o tema era, sem tema.
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